Luciane Menezes

Em 1995, levada pelo compositor e produtor cultural Lefê de Almeida, Luciane Menezes formava, com o regional Dobrando a Esquina, a primeira roda de samba e choro do Coisa da Antiga, que funcionava no nº 100 da Rua do Lavradio, no Rio de Janeiro. Neste e em outros pontos da Lapa, tinha início o movimento de resgate da vida boêmia e musical do bairro, que ficou conhecido como Nova Lapa Carioca.
A empreitada deu tão certo que não mais saiu da Lapa. Passando por diversas casas, inclusive num show antológico no Circo Voador com público presente de 20.000 pessoas.
Depois de tanta peregrinação por casas noturas, na Lapa, no Rio, e outros Estados e no exterior, resolveu cantar em sua própria casa e abriu o Centro Cultural Brasil Mestiço.

Contatos

21 85059829

SubtipoMúsica

Ramo de AtividadesCantora e administradora de espaço cultural.

Local de NascimentoRio de Janeiro

Data de Nascimento12/06/66

BiografiaLuciane Menezes canta na Lapa desde que começou este movimento de revitalização, em 1995. Foi para o bairro com o produtor Alefê Almeida. Segundo ela, foi o show das rodas, sem som, sem estrutura, que deu início ao movimento. Cantou em várias casas da Lapa durante muitos anos, mas no final de 2006, Luciane Menezes, o Pau da Braúna e o Brasil Mestiço adentraram o Circo Voador arrebanhando para baixo de sua lona um público estimado em 20 mil pessoas. Mas a Lapa não é, naturalmente, o único território conquistado por Luciane Menezes, que também levou sua arte a grandes casas de espetáculo, como o Canecão, no Rio, o Tom Brasil, na capital paulista, a Évora, em Portugal - durante o Encontro Latino-americano de Cultura Popular de 1998 , a Amsterdã, na Holanda, em 2003, e a Paris, por ocasião do Ano do Brasil na França, quando se apresentou ao lado do saxofonista Paulo Moura.
Além de contribuir para a retomada da efervescência da vida noturna e musical da Lapa, Luciane teve participação decisiva na revitalização do Jongo da Serrinha.
Em 2004 fundou a Associação Brasil Mestiço voltada para o registro e divulgação de manifestações da cultura popular. Só no estado do Rio a ABM desenvolve projetos com mais de 20 comunidades que lutam pela preservação da herança de seus ancestrais, por meio da prática de expressões culturais como a umbanda, a ciranda, o calango, o jongo, bois- pintadinhos, fado, maneiro-pau, folias de reis e caninha-verde.
E essa é a Luciane que depois perigrinar por tantas casas de shows e espetáculos, concluiu que seria melhor cantar na sua própria casa do que cantar em casas de outras pessoas. Foi então, que abriu a Casa Brasil Mestiço.

 

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