O Dom Luiz de Almeida Soares d'Eça, recebeu o título de Marquês do Lavradio quando da sua vinda para o Brasil 1968, e logo após, em 1769, foi nomeado Vice-Rei do Brasil. Mandou construir um belíssimo solar na Rua do Lavradio para ser sua residência, mas que pouco ocupou devido ao cargo supremo de administrador do Brasil-Colônia, onde teve que ocupar o palácio, hoje, Paço Imperial na Pça. XV.
Sua estadia no Rio, e particularmente, na Rua do Lavradio, trouxe urbanização e desenvolvimento a essa rua e parte da cidade, transformando-a em uma das mais importantes da cidade na época do Brasil-Colônia.
SubtipoHistória
Ramo de AtividadesAdministrador Público - Vice-Rei do Brasil
Local de NascimentoRibaldeia, Portugal
Data de Nascimento26/06/1729
Data de Falecimento1790
BiografiaO Marquês do Lavradio, Vice-Rei do Brasil-Colônia, viveu no Rio entre 1769 e 1779 no palácio que hoje é o Paço Imperial na Pça. XV de Novembro.
Quando da sua vinda para o Brasil, mandou erguer na Rua do Lavradio, Lapa, um Solar para sua residência, quando a rua era apenas um simples caminho no limite da zona urbanizada da cidade. Entretanto, com sua nomeação ao cargo supremo da administração colonial, Vice-Rei, muitos outros nobres mandaram construir residências na Rua do Lavradio próximas a do Marquês. Ele foi responsável pela urbanização e por transformar a Rua do Lavradio, onde, até então, só existiam terrenos encharcados que iam desde os Arcos até o Largo do Rocio, em uma das ruas mais importantes do Brasil-Colônia.
De família de altos funcionários de burocracia imperial portuguesa, foi enviado ao Brasil, em 1768, onde recebeu o título de Marquês. Em 1769, foi nomeado Vice-Rei, cargo que ocupou por 10 anos como supremo da administração colonial. Devido ao cargo supremo foi obrigado a dividir sua moradia entre o Paço Imperial e o Solar da Rua do Lavradio.
Sua administração foi marcada por reformas nas áreas urbanísticas, políticas, e econômicas.
Incentivador da lavoura, comércio e das indústrias. Plantou nos pampas gaúchos trigais tão vastos que davam para todo o nosso consumo e para o do Prata, que ainda não produzia trigo.
Após 10 anos de governo, voltou a Portugal, falecendo em 1790 na cidade do Porto.